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Pequena
História do TRE-MG
Exposição
"10 anos do voto eletrônico"
Breve História do Tribunal
Regional Eleitoral de Minas Gerais
Fruto da necessidade crescente de
moralizar um processo eleitoral repleto de vícios e
fraudes seculares que se estende até as primeiras
décadas do século XX, a criação de uma justiça
eleitoral independente representaria a vitória de
parte significativa da sociedade urbana brasileira
na luta – por vezes sangrenta - contra as
oligarquias políticas que, mesmo após a
Proclamação da República, alternavam-se nos
postos de poder.
O forte apelo popular da Revolução
de 1930, que, ao final, levou Getúlio Vargas à
Presidência da República, estabeleceu as
condições ideais para a instalação de uma
estrutura judiciária que teria por responsabilidade
a regulamentação, o controle e a fiscalização do
processo eleitoral.
Desta forma, em 24 de fevereiro
de 1932, a Justiça Eleitoral é criada no Brasil,
pelo Decreto 21.076/1932 (1º Código
Eleitoral brasileiro), embora somente faça parte do
texto constitucional a partir da Constituição
de 1934, cujo artigo 63 determinava que os
Juízes e Tribunais eleitorais eram parte do Poder
Judiciário.
Com a Lei nº 48, de 4 de maio
de 1935 (2º Código Eleitoral brasileiro),
algumas mudanças foram introduzidas no processo
eleitoral, mas nada que ameaçasse as conquistas já
alcançadas. As alterações foram conduzidas pela
Comissão Especial da Reforma do Código Eleitoral,
resultando em ampla modificação do sistema de
representação proporcional até então vigente.
Foi instituído o voto
obrigatório para as mulheres que exercessem
atividade pública remunerada. Já havia sido
previsto o direito de voto para as mulheres no
Decreto 21.076/1932 e na Constituição de 1934, mas
a obrigatoriedade de votar surge com a Lei 48/1935.
Apesar de ter sido criada com o
propósito de garantir uma estrutura judiciária às
etapas da eleição, a Justiça Eleitoral acabou
sendo prematuramente extinta em 1937, tendo em vista
que a Constituição de 1937 excluiu a Justiça
Eleitoral dos órgãos integrantes do Poder
Judiciário. Getúlio Vargas, já, então, como
chefe do Estado Novo também extinguiu, por meio do
Decreto-Lei n° 37 de 2 de dezembro de 1937, todos
os partidos existentes na época, bem como todas as
arregimentações partidárias que haviam requerido
seu registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral ou
aos Tribunais Regionais Eleitorais dos Estados.
De sua instalação, em 24 de
fevereiro de 1932, até sua extinção, em 10 de
novembro de 1937, os tribunais regionais eleitorais
eram presididos pelos vice-presidentes dos tribunais
de Justiça dos estados. Nesse período, o Tribunal
Regional Eleitoral de Minas Gerais foi presidido
pelos desembargadores Manoel Vieira de Oliveira
Andrade (08.01.1932 – 13.02.1933); Gentil
Nelaton de Moura Rangel (17.02.1933 –
08.01.1934); Pedro Baptista de Azevedo Vianna
(09.01.1934 – 05.09.1934); Horácio Andrade
(setembro/1934 – 06.09.1935); e Carlos Ferreira
Tinoco (setembro/1935 – dezembro/1937).
Reinstalação da Justiça
Eleitoral
A nova ordem político-econômica
consolidada com o final da Segunda Guerra Mundial,
em 1945, gerou mudanças. No Brasil, apesar da
repressão do aparelho do já extinto Estado Novo,
intensificaram-se os esforços pela
redemocratização do País, em especial a partir do
lançamento, por um grupo de intelectuais, do "Manifesto
dos Mineiros".
A Justiça Eleitoral foi
reinstalada no País por meio do Decreto-Lei
7.586, de 28 de maio de 1945 (também conhecido
por "Lei Agamenon" em homenagem ao então
ministro da Justiça, Agamenon Magalhães). Esse foi
o terceiro Código Eleitoral brasileiro. Dentre
outras determinações, o novo Código Eleitoral
regulava o alistamento eleitoral e as eleições em
todo o País e determinava prazo de 90 dias para a
fixação das datas de realização de eleições
para a escolha de Presidente da República e
governadores de Estado, além dos deputados federais
que se responsabilizariam pela elaboração da nova
Constituição Federal (promulgada em 18 de setembro
de 1946).
A exemplo da Constituição de
1934, a Constituição Federal de 1946 consagrou a
Justiça Eleitoral entre os órgãos do Poder
Judiciário e proibiu a inscrição de um mesmo
candidato por mais de um estado. Como novidade, o
Código Eleitoral de 1945 determinou a exclusividade
dos partidos políticos na apresentação dos
candidatos. Essa exclusividade vigorou até o
Código Eleitoral de 1950.
Em 14 de junho
de 1945, a Justiça Eleitoral foi reinstalada em Minas
Gerais. A primeira sede do Tribunal Regional Eleitoral
(foto), na capital mineira, foi montada num pequeno
sobrado da Rua Bernardo Guimarães (Bairro de Lourdes
- região central de Belo Horizonte). Na sala de
jantar, convertida em Sala de Sessões, foi realizada
a primeira reunião e redigida a primeira ata, assinada pelo
desembargador Leovigildo
Leal da Paixão, o primeiro presidente do novo
Tribunal.
A
reinstalação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas
Gerais foi um acontecimento de grande repercussão
social e política. No cenário nacional, o Brigadeiro
Eduardo Gomes disputava a Presidência da República
com Eurico Gaspar Dutra, mas muitos não acreditavam
na realização dessas eleições. Os primeiros
funcionários do TRE-MG, requisitados de outros
órgãos públicos, fizeram, em regime de urgência, o
alistamento do colégio eleitoral do Estado.
O TRE
mineiro dispunha de pouca verba para o imenso trabalho
de organizar a estrutura e coordenar as eleições que
se aproximavam. De junho a novembro de 1945, os
servidores realizaram o alistamento dos eleitores. A
lei permitia que o alistamento fosse feito a
requerimento do interessado, mas o tempo era curto
demais para esperar sua iniciativa. Assim, para
facilitar o trabalho, foi permitido o alistamento
"ex-oficio", ou seja, sem a participação
do alistando. Deste modo, todas as repartições
públicas no Estado (municipais, estaduais ou
federais) foram obrigadas a remeter as relações dos
funcionários alfabetizados para serem cadastrados
como eleitores junto ao Tribunal Regional Eleitoral,
que examinava as relações e qualificava os
cidadãos.
Passados os
primeiros anos, o Tribunal Regional Eleitoral mudou de
endereço, passando a funcionar, já em 1948, no
Centro de Belo Horizonte, na Rua Tamóios , 341, no
mesmo prédio onde, anos mais tarde, funcionaria a
Câmara Municipal (foto) de Belo Horizonte. Na época,
o edifício pertencia à "Casa di Italia",
desapropriada durante a Segunda Guerra. A princípio,
o TRE ocupava todo o prédio, realizando ali, em 1949,
o primeiro concurso público da Justiça Eleitoral
mineira.
Pouco
tempo depois, o TRE foi obrigado a dividir o espaço
com os deputados da primeira Assembléia Legislativa
pós Estado Novo. Além de confinados a um ambiente
bem menor, a situação dos funcionários do Tribunal
Eleitoral passou a ser incomum: no andar de baixo, a
Justiça Eleitoral representada pelo Tribunal. No
andar de cima, os deputados eleitos através dela.
No dia
da eleição, os eleitores compareciam aos locais de
votação munidos com as cédulas, que podiam ser
qualquer pedaço de papel que, dobrado em quatro
partes, coubesse nas "sobrecartas oficiais"
(foto), os envelopes eram entregues pelas Mesas aos
eleitores. Não havia, ainda, nessa época, um modelo
oficial e único para a cédula.
A
cédula única de votação foi instituída pela Lei
2.582, de 30 de agosto de 1955, para as eleições
de Presidente e Vice-Presidente da República, e
continha os nomes dos candidatos na ordem cronológica
dos respectivos registros. Ao contrário do que se
fazia anteriormente, a cédula única passou a ser
distribuída pelo Tribunal Superior Eleitoral aos
Tribunais Regionais Eleitorais, que, por sua vez,
teriam a responsabilidade de repassá-las aos juízes
eleitorais, que as fariam chegar, finalmente, aos
presidentes das mesas receptoras, de acordo com o
número de eleitores de cada uma.
Já ocupando a Presidência da
República, em 1956, Juscelino Kubitschek exigiu um
amplo alistamento eleitoral no País. O TRE mineiro,
em convênio com as empresas de transporte coletivo,
transformou ônibus em cartórios volantes para levar
o alistamento a todo o Estado.
Em 1961, o TRE transferiu-se para
um prédio cedido pelo Colégio Militar na Avenida
Augusto de Lima (foto), onde hoje funciona o Fórum
Lafayette. Nesse local o Tribunal Regional Eleitoral
funcionou até 1972, quando da mudança para sua
primeira sede própria, construída na Avenida
Prudente de Morais, 320 (foto), e inaugurada no dia 20
de junho daquele ano. Atualmente, nesse prédio,
funciona o Pólo de Atendimento ao Eleitor, que reúne
oito dos 18 cartórios de BH, a Secretaria de
Tecnologia da Informação e outros setores ligados à
Secretaria de Gestão de Pessoas. Em agosto de 2004, a
nova sede do TRE passou a funcionar na Avenida
Prudente de Morais, 100 (foto), no Bairro Cidade
Jardim – BH.
A Justiça Eleitoral manteve-se
atuante, embora com limitações, durante o período
militar. Apesar de sofrer as pressões dos governos
militares, continuou agindo para garantir a lisura na
competição entre os candidatos aos cargos ainda em
disputa (senador, deputados, prefeitos e vereadores da
maior parte dos municípios).
A
informatização do título de eleitor
Em 1985 e 1986, dando
seus primeiros passos no processo de informatização,
o Tribunal Superior Eleitoral organizou uma campanha
para o recadastramento do eleitorado em todo o País.
O
projeto tinha por objetivo acabar com as fraudes
causadas pelos "eleitores fantasmas" (que
possuíam mais de um título ou continuavam
cadastrados depois de falecidos), mas também de
consolidar um Cadastro Nacional de Eleitores
totalmente informatizado, a partir da utilização de
novos modelos de títulos eleitorais. Até essa
época, a participação do eleitor em cada votação
era anotada no verso do título do eleitor (foto), que
não podia ser plastificado e
acabava ficando em péssimas condições.
Para
recadastrar os 7.102.022 eleitores de Minas Gerais na
época, o TRE-MG contou com a ajuda de centenas de
professores de escolas estaduais e municipais, num
"mutirão cívico" que mobilizou cerca de
200 mil pessoas em todas as 284 zonas eleitorais
então existentes no Estado. Em 18 de maio de 1986
aconteceu o Dia Nacional do Recadastramento, quando
todas as seções eleitorais que funcionariam nas
eleições de 1986 foram montadas para o preenchimento
dos formulários.
Muitas
foram as dificuldades da Justiça Eleitoral durante o
processo. Erros dos eleitores ao preencher o
formulário, falta de pessoal e até mesmo um início
de greve dos professores indignados com o excesso de
trabalho atrasaram os trabalhos e aumentaram as filas.
Em torno da Academia da Polícia Militar, por exemplo,
a "fila das Marias" fez com que todas as
eleitoras com esse nome esperassem por horas ou mesmo
dias para conseguir trocar os títulos.
Com
ajuda da Polícia Militar, responsável pela
organização do processo, e de empresas, que ajudaram
na abertura de um grande número de postos de
atendimento, a Justiça Eleitoral mineira conseguiu
recadastrar 7,1 milhões de eleitores até 15 de junho
de 1986. O prazo teve de ser prorrogado para que fosse
possível atender ao maior número de eleitores
possível.
Com o
recadastramento, as fichas com informações de cada
eleitor foram transferidas para o computador através
do cadastro único e computadorizado de eleitores,
instrumento que passou a permitir a consulta de dados
em todo território nacional.
Logo
depois veio a totalização de resultados de
eleições por meio do computador, inicialmente
através de empresas especializadas e, a partir de
1992, por meio dos próprios computadores da Justiça
Eleitoral. A mudança da máquina de calcular para os
computadores passou a evitar erros que, em alguns
casos, acabavam por distorcer os números finais da
eleição.
A
informatização do voto
Eleições
1996
Em
1996, a criação da urna eletrônica permitiu a total
informatização do processo de votação e
apuração. Naquele ano, a votação eletrônica
alcançou o total de 2.314.936 eleitores existentes
nos quatro municípios mineiros (Belo Horizonte,
Contagem, Juiz de Fora e Uberlândia) que apresentavam
eleitorado acima de 200 mil eleitores.
O voto
eletrônico foi sendo implementado passo a passo em
todo território nacional para que os eleitores (em
especial aqueles menos acostumados às novas
tecnologias) não tivessem dificuldades na hora de
votar. Campanhas de divulgação do voto eletrônico
foram realizadas também em Minas Gerais, com o
auxílio de entidades privadas e ligadas à
administração pública estadual. Em 1996 e 1998, o
TRE-MG contou com a parceria do Sebrae-MG. A partir
das eleições de 2000, a Justiça Eleitoral mineira
passou a ter a Cemig como parceira na produção de
material institucional (cartazes, colinhas, camisetas,
etc.) para as campanhas de divulgação do voto
eletrônico.
Eleições
1998
Nas
Eleições 1998, além dos 2.503.559 eleitores dos
quatro maiores colégios eleitorais do Estado
(municípios com mais de 200 mil eleitores – Belo
Horizonte, Contagem, Juiz de Fora e Uberlândia),
estavam aptos a votar outros 5.510.631 eleitores dos 45
municípios do interior mineiro que conheceram,
pela primeira vez, a eleição informatizada.
Eleições
2000
O
processo de votação eletrônica atingiu 100% dos
municípios brasileiros na Eleição de 2000. Em Minas
foram 853 municípios, com um total de 12.259.469
eleitores votando eletronicamente, finalizando, deste
modo, a etapa de informatização das eleições.
Foram treinadas cerca de 3 milhões e 800 mil pessoas
em todo o Estado.
O
sucesso da informatização foi comprovado com a
facilidade dos eleitores ao votar e com a segurança e
agilidade da urna eletrônica. No primeiro turno,
cerca de 6 horas da manhã do dia posterior à
eleição, o resultado de todo o estado já havia sido
apurado e no 2º turno isso se deu antes das 9 horas
da mesma noite da eleição – o que representou
"recorde" no anúncio dos resultados no
estado.
Outra
novidade na eleição do ano 2000 foi que as seções
eleitorais receberam as justificativas daqueles que
estiveram fora do município onde votam no dia da
eleição, o que facilitou o sistema de justificativa
tanto para os eleitores quanto na apuração e
regularização da situação desses perante a
Justiça Eleitoral. Até as eleições do ano 2000, o
eleitor apresentava sua justificativa nas agências
dos Correios, a partir de um formulário próprio
vendido pela ECT – Empresa de Correios e
Telégrafos.
Em
2000, realizou-se também a primeira eleição com
possibilidade de reeleição no âmbito municipal: nos
853 municípios mineiros houve 584 candidatos à
reeleição, dos quais 317 se reelegeram.
Eleições
2002
Na
Eleição 2002, o eleitorado brasileiro participou da
maior votação eletrônica até então realizada no
País, votando em seis candidatos para os cargos de
Presidente da República, Governador, Senador,
Deputado Federal e Deputado Estadual. A
particularidade desse pleito foi a eleição
eletrônica de dois candidatos ao Senado.
Eleições
2004
Nas
eleições de 2004 foram utilizadas 46.362 urnas
eletrônicas em Minas na votação para os cargos de
prefeito e vereador. No total, foram 41.446 seções
em todo o Estado, sendo 3.911 em B.H. Em Belo
Horizonte concorreram 1.115 candidatos a vereador e 5
a prefeito.
O
segundo turno foi realizado apenas nos municípios de
Montes Claros, Uberlândia, Juiz de Fora e Contagem.
Pela primeira vez desde a promulgação da
Constituição de 1988, que instituiu o 2º turno para
municípios com mais de 200 mil eleitores, Belo
Horizonte elegeu seu prefeito – Fernando Pimentel
(Partido dos Trabalhadores), ainda no 1º turno, com
mais de 50% dos votos válidos.
Até as
eleições de 2000, Minas contava com 9.093 vagas para
vereador. Com a Resolução 21.803/TSE, de 8 de junho
de 2004, o Estado passou a contar com 7.853 vagas. Uma
redução de 1.240 cadeiras em todo o Estado. Outro
fato interessante foi a evolução do eleitorado
mineiro que passou de 12.259.469 em 2000 para
13.281.087 eleitores aptos em 2004.
Eleições
2006
Nas
eleições de 2006, o Tribunal Superior Eleitoral
encomendou urnas eletrônicas com leitor biométrico,
dispositivo que permite o reconhecimento do eleitor
por meio de suas impressões digitais. O TSE enviou
urnas desse modelo aos estados de Mato Grosso do Sul,
Rondônia e Santa Catarina, mas, por não ter
desenvolvido tecnicamente, no Cadastro Nacional de
Eleitores, formas de cadastrar as digitais dos
eleitores para uma primeira experiência, o teste
completo não pôde ser feito. A expectativa do TSE é
de que o leitor biométrico seja efetivamente testado
nas eleições de 2008.
Outras
novidades das Eleições 2006 foram:
Minirreforma
Eleitoral
– As eleições foram marcadas por novas
regras para a propaganda eleitoral e para a
arrecadação e prestação de contas de recursos de
campanha. As novidades foram implementadas sobretudo
pela chamada Minirreforma Eleitoral, promovida pelo
Congresso Nacional (Lei
11.300/2006), que
alterou regras estabelecidas na Lei
9.504/97, a chamada Lei
das Eleições.
Consultas
pelo eleitor na internet
– Pela primeira vez estiveram disponíveis para
consulta, na página do TSE na internet, informações
sobre declarações de bens dos candidatos, que vieram
proporcionar maior transparência ao processo
eleitoral, juntamente com os dados das prestações de
contas dos eleitos, também disponíveis no referido
site.
10
anos da urna eletrônica –
Em 2006, completou-se uma década da utilização da
urna eletrônica pela Justiça Eleitoral. O TRE-MG
promoveu, durante a semana que antecedeu as
eleições, a exposição "10 Anos do Voto
Eletrônico", mostrando os modelos de urna
eletrônica e também modelos mais antigos de urnas,
além de fotos e cartazes de campanha, imagens que
marcaram a Campanha de Divulgação do Voto
Eletrônico em 1996.
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